quinta-feira, 23 de junho de 2011

Nossa História - Jornal A Notícia - 9 anos divulgando o segmento assembleiano capixaba em meio as lutas e provações






Entramos no 9º ano levando A Notícia aos assembleianos capixabas. Ainda há muito a ser feito por esta denominação, que completou um século de existência. Aqui no Espírito Santo, o jornal A Notícia, como uma pequena sombra de Mensageiro assembleiano tornou-se pioneiro na divulgação dos trabalhos da denominação, de forma geral. Este trabalho foi iniciado sem qualquer pretensão de se comparar, superar ou contrariar o maravilhoso jornal que  Gunnar Vingren iniciou no ano de 1930. O jornal Mensageiro da Paz, órgão oficial da Convenção Geral – CGADB, está consolidado como um veículo de comunicação evangélico que desfruta de grande respeito e credibilidade entre o povo assembleiano.Sendo assim,a partir de 2003, o jornal A Notícia começou a se despontar na Grande Vitória, onde o Mensageiro não pode ou não quis entrar. Passamos a divulgar ministérios e atividades que por certo não encontraríamos no Mensageiro: As atividades da Convenção Madureira, os cantores de nossa terra, os pequenos ministérios, as realizações das igrejas locais, a atividade política capixaba, produtos e serviços de grandes empreendedores e dos irmãos mais humildes, tudo isto passou a ser conteúdo do jornal A Notícia.

Como um instrumento de concórdia, A Notícia também uniu de uma vez em uma só publicação os ministros de todas as convenções assembleianas, eram expostos lado a lado nas reportagens e anúncios de seus eventos. Nas eleições das AGOs, revelamos de forma unilateral,  e sem discriminação quem eram os candidatos aos cargos eletivos nas convenções, fato inédito em uma publicação assembleiana capixaba. Líderes das convenções, ministros convencionais e membros das igrejas manifestaram-se satisfeitos com a iniciativa e se propuseram a orar e contribuir para a continuidade do jornal, com raras exceções é claro. Alguns líderes de grande expressão nas convenções eram destacados numa edição mas se sentiam ofuscados quando outros eram notícia nas edições seguintes. Eu era secretário da CADEESO, mas no meu coração estava o desejo de divulgar o segmento como um todo. Diante disso, empolgados com a promoção moral e espiritual do povo de Deus, continuamos a orar e trabalhar, no propósito de divulgar o segmento de forma geral. Acompanhamos de perto e registramos a história da Assembleia de Deus capixaba: abertura e realizações das igrejas, história de pioneirismo pentecostal, o mandato dos líderes frente às convenções, as grandes assembleias e os postulantes aos cargos nas eleições convencionais, encontros de União Feminina e mocidade. Nas eleições seculares revelamos a nossa posição e a posição de líderes evangélicos em relação aos políticos; este talvez tenha sido um dos fatores que por muitas vezes gerou controvérsias, uma vez que a opinião do jornal nem sempre se alinhou ao desejo da Comissão para assuntos políticos da convenção e fomos convidados por muitas vezes a dar explicações sobre o nosso editorial quando emitimos opinião própria contrariando a forma como alguns líderes em nosso meio se comportam diante do rebanho principalmente no período de eleições seculares, usando a prerrogativa de presidente, busca cargos públicos para sí e para seus familiares, como se estivessem vendendo os votos dos ministros e das igrejas.

Para evitar mais controvérsias e desgastes junto ao colegiado da qual fazia parte como secretário de comunicação, solicitei desligamento da função após vários anos de serviço prestado à entidade. Confesso que me partiu o coração quando fiz o pedido, mas fiz consciente de que aquilo era apenas por um tempo, para evitar mais atritos resultados  pelas perseguições que sofrí e para poder emitir as minhas opiniões com mais liberdade sem as amarras do cargo. Este período foi muito triste em minha vida e foi o momento em que mais sentí a falta de apoio de muitos dos meus colegas de ministério. Nesta época mau pai, pastor Domingos Freire foi recolhido às mansões celestiais. Ainda com o coração partido pela dor da perda, fui ameaçado de exclusão da convenção que tanto amei, sem motivo justificável. Mais tarde solicitei por  iniciativa própria o meu desligamento da convenção CADEESO. Esta iniciativa foi justificada no ofício que enviei à Mesa, mas que foi arquivado sem ser lido em assembleia, o que me motivou a publicar o texto na página 2 da edição 36, e dar ciência aos leitores e colegas de ministério sobre a minha decisão. A publicação saiu logo após a realização da 39 AGO da CGADB, com o título "mudança de convenção", o qual, aqui transcrevo parcialmente: "Tendo em vistas as novas oportunidades de trabalho e a bem da obra do Senhor, sendo assim, quero agradecer por tudo o que fizeram por mim durante o tempo em que estive nesta convenção (16 anos, sendo que oito anos atuamos como secretário de comunicação) se por esse tempo fiz mal à Cadeeso ou a qualquer colega ministro, peço que me perdoem conforme preceitua a Palavra de Deus, para que juntos possamos entrar no céu pelas portas". Quando esta edição chegou à convenção, tomamos conhecimento que o jornal havia sido recolhido por ordem de alguns membros da Mesa e guardado numa sala para ser jogado fora. De nada isto adiantou, fomos para a fila de almoço e corredores e lá todos os convencionais presentes receberam o jornal. Aos que não estavam lá, tomamos o cuidado de enviar pelo correio e  da mesma forma receberam a publicação na comodidade de seu lar ou na sua igreja.

Desde as epístolas até aos apologistas, a história da igreja mostra que a perseguição sempre existiu contra os cristãos que ousaram escrever. Aqui no Estado, alguém ainda se lembra do humilde pastor Waldevino Tononi? Diretor e editor da Revista Boas Novas, na década de 70? (Aí está um servo de Deus que merecia ser homenageado), homem que com sua tipografia, prestou relevantes serviços à denominação, na confecção de impressos e na promoção social do nosso povo, mas sofreu represálias e teve que parar com suas revistas quando começou a expor, de forma humilde, o que pensava.
Sofrer a perseguição, como sofreram os editores das primeiras edições do nosso querido Mensageiro da Paz, valia a pena, porque ela vinha dos incrédulos, contrários à mensagem pentecostal escrita e pregada naquela época por homens como Gunnar Vingren, Samuel Nystrom, Emílio Conde e outros. Duro de aceitar é quando a contradição surge dde dentro do próprio segmento, que vem dos que se dizem seus irmãos.

Ao completar  100 anos no Brasil, a Assembleia de Deus não tem só idade, tem proporções gigantescas e poderia fazer muito mais pelo social, estaria em evidência nos meios de comunicação, teríamos mais representantes no Poder Público, batizaríamos milhares de capixabas a cada mês, tudo isto se mantivéssemos a unidade que o Senhor nos concedeu. A Assembleia de Deus tem muita coisa para comemorar, mas deve reconhecer que precisa sofrer uma profunda reforma em alguns aspectos, muita coisa precisa ser mudada. Enquanto a mudança não vem, muitos ministros optam por mudar de convenção, para evitar problemas e constrangimento. Sofrem com a conseqüência da falta de diálogo. Muitas vezes a saída é motivada por questões tão simples, que analisadas com amor cristão e sensibilidade são facilmente dirimíveis. Contudo, temos visto esta realidade; ministros ameaçados de perderem suas igrejas, envergonhados perante o rebanho ou num plenário convencional, diante do olhar penalizado dos que mesmo vendo a injustiça imperar, nada podem ou nada querem fazer, a fim de não contrariarem a liderança.

Vamos em frente. Hoje a realidade tem sido outra. Desfrutamos de paz e amizade com os líderes das convenções capixabas, com colegas ministros membros das diretorias, além de contarmos com o apoio de uma grande parcela dos assembleianos capixabas em relação ao jornal. Em fevereiro deste ano iniciamos uma nova fase com muito entusiasmo, pois sabemos que tem muita gente orando por nós e observando como Deus tem nos conduzido. Daqui a pouco mais, tudo passará, a história ficará registrada e as boas obras permanecerão. Deus é fiel, Justo e verdadeiro e saberá dar a cada um a recompensa, pelo que tem feito de bem ou mal, sobretudo, a verdadeira homenagem para os que praticaram o bem; o galardão pelas obras.
Um grande abraço e parabéns para todos nós. Aos mais idosos os meus respeitos e consideração. Aos mais novos aconselho cautela e muita oração. Agora que completamos 100 anos, se quiserem podem nos chamar de  CENTENÁRIOS. Isto é motivo de honra.
Pr. Joel N. Freire






Pastor Joel com Pr. Adeilto fazendo o programa Momento da Convenção CEMADES

Pr. Alvaro, presidente da CEMADES,  leitor e contribuinte do jornal


Ministros da AD em Carapina, com o presidente pastor Altamir numa AGO da CADEESO
Registro do enchimento das primeiras sapatas da contrução da sede da CADEESO


Pastor Samuel Câmara, com ministros numa AGO da CADEESO.


Plenário Convencional


Comissão política apresenta candidatos apoiados pela CADEESO

Pr. Ivan Bastos em AGO


Pr. Paulo Feu discursando na AGO da CADEESO 

Irmã Ritinha,  apresenta A Notícia em Linhares



Chapa Alternativa teve o pedido de registro de candidatura indeferido


Componentes da Chapa Alternativa


Políticos apoiados pela Comissão política da CADEESO.

Penário da AGO da CEMADES

Plenário da AGO da CEADER


Fraternal na CONEMAD- MADUREIRA


Líderes na sede da CADEESO, em construção

Candidata Aparecida Denadai recebendo apoio da Comissão política da CADEESO.


 Estas são algumas das fotos que farão parte do acervo que publicaremos futuramente em nosso site com legendas. O Jornal A Notícia dispõe de acervo com mais de 5 mil fotos, de eventos convencionais. para utilização de fotos pode nos ser solicitada que enviaremos, desde que sejam dados os créditos devidos. Jornal A Noticia.


Um comentário:

Anônimo disse...

Pastor Joel.
Acompanho de perto a sua história. Estou orando por você. Deus tem te honrado com o seu trabalho. Tem usado o irmão de forma tão dinâmica que tem confundido a muitos.